HÁ ALGO DE PODRE NO
CASO MENSALÃO
Um
dos assuntos que fomentou a maioria das pessoas no mês de agosto, do ano de 2012, foi o caso
“Mensalão”, sendo esse termo empregado pelo denunciante, o qual foi o
ex-deputado federal Roberto Jefferson, após uma entrevista para a Folha de S.
Paulo, em 2005. Segundo o ex-parlamentar, o “mensalão” foi um esquema em que
alguns membros do Partido dos Trabalhadores (PT) pagavam a membros do PL
(Partido Liberal) e PP (Partido Progressista) uma “mesada”, para melhor
compreensão, em troca da aprovação de projetos do governo na Câmara dos
Deputados.
Após
a denúncia feita à Folha de S. Paulo, deu-se início às investigações, por parte
da Polícia Federal, para apurá-la, além do Ministério Público e mais três Comissões
Parlamentares de Investigação (CPI’s) no Congresso, que não comprovaram a parte
gasosa da entrevista do Roberto Jefferson, sem embargo, o ex-presidente Lula,
ordenou ao ex-ministro das Relações Institucionais, Aldo Rebelo, que
averiguasse a história de ex-parlamentar, e, após essa investigação, foi
constatado com sua tese não procedia, contudo, o que se descobriu de verdadeiro foi o suficiente para envergonhar o PT: o famoso
“Caixa Dois”, ou seja, ajuda financeira, aos partidos aliados do governo, para
custear suas campanhas políticas.
Entretanto,
diante disso, devemo-nos indagar, será que o “mensalão”, como dito nas mídias, de
fato, existiu? Será que uma parte da mídia não sensacionalizou e nos enganou
sobre tal acontecimento, de modo a perseguir um governo de esquerda, como fazem
as mídias elitistas no mundo todo? Diante desses questionamentos, é pertinente
que haja explanações sobre esses.
O
Partido da Imprensa Golpista (PIG), uma expressão utilizada pelo deputado
petista Fernando Ferro, mas popularizada pelo jornalista Paulo Henrique Amorim,
faz referência à imprensa que utiliza de seu poder de informar para propagar
ideias enganosas, apresentando as informações de
forma sensacionalista para que as mídias progressistas, com um posicionamento de
esquerda, sejam vistas como o “patinho feio da história”.
Ademais, historicamente, o PIG pôde ser
constado em governos que foram considerados “de esquerda”, tais como, governo
de Vargas, Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros, João Goulart (Jango), não
obstante, a respeito disso, o cientista político Wanderley Guilherme dos
Santos, em uma entrevista à revista “Carta Capital”, em 2005, afirmou que “A
grande imprensa levou Getúlio ao suicídio com base em nada; quase impediu
Juscelino de tomar posse, com base em nada; levou Jânio à renúncia, aproveitando-se
da maluquice dele, com base em nada; a tentativa de impedir a posse de Goulart
com base em nada”.
Mas,
quem, no Brasil, é considerado membro do PIG? Segundo, o jornalista Mário Prata
e o jornal francês Courrier International, os membros desse são: Folha de S.
Paulo, Globo, Estadão, Jornal Nacional, Veja, sem titubear, para o jornalista,
essas mídias são piadas.
Após
explicações sobre o que é o “mensalão”, segundo a mídia, o que é o PIG,
retomaremos a explanar a tese principal desse artigo, a qual é a existência
daquele, apresentando argumentos que desmintas as mentiras expostas por aquelas
mídias membros do PIG.
Durante
as fases de investigação, por meio da polícia judiciária competente para isso,
para a produção de provas e na oitiva de testemunhas, foram ouvidas 600
pessoas, e dentre essas nenhuma, absolutamente nenhuma confirmou a tese de
Roberto Jefferson, ademais, a única prova que pode “provar” a existência desse
escândalo de corrupção, é o simples contrato, que só havia nomes, somente
nomes, como o nome do ex-ministro José Dirceu, e vale enfatizar, nesse
contrato, não havia nenhuma assinatura. Já que nessas fases houve isso, pode
haver o seguinte questionamento sobre a aceitação da denúncia por parte do STF
(Supremo Tribunal Federal), por que o STF aceitou a denúncia? Simples a
resposta, porque as “grandes mídias” estão influenciando em nosso Direito.
À luz
disso, o Movimento Universitário em Defesa do Estado de Direito (MUDED) dedicou
uma edição de seu periódico para apresentar dados desmitificando as mentiras
contadas sobre o mensalão, como por exemplo, à resposta a um dos velhos
discursos: “Se o STF aceitou a denúncia contra os ‘mensaleiros’, é porque as
acusações são consistentes”. Sem embargo, como expôs o MUDED, em seu periódico,
“Com forte pressão da mídia sobre a opinião pública, o STF decidiu receber a
denúncia e abrir o processo. Mas isso não significa condenação ou
pré-condenação. A abertura do processo serve para que as investigações sejam
aprofundadas e para que os acusados possam se defender. Nessa fase, foram
ouvidas mais de 600 testemunhas. Nenhuma – NENHUMA – confirmou a existência do mensalão”.
Retornando
a falar sobre Roberto Jefferson, o mesmo ao dar à entrevista ao PIG, não disse
que recebera 21 milhões de reais, os quais foram utilizados para pagar as
campanhas do PTB, sendo aquele um valor muito inferior que o ex-parlamentar
tinha combinado com Delúbio Soares (Ex-tesoureiro do PT) e Marcos Valério (Sócio-diretor
das agências de publicidade DNA e SMPB). Mas, por que Roberto Jefferson fez
essa calúnia, inventando um “Mensalão”? Simples, havia tempos que o PTB vinha perdendo
credibilidade perante o governo, e em consequência disso, o partido passou a
receber menos dinheiro (aproximadamente 100 mil reais a menos), e por isso,
Jefferson resolveu correu ao PIG, para se se vingar, fazendo aquela.
Outra
indagação que é pertinente, o PIG também alega que o BMG foi usado no Mensalão,
como “um laranja”, recebendo benefícios do Governo Federa, e à luz de tais
afirmações, o TCU (Tribunal de Contas da União), órgão competente para
fiscalizar o uso de dinheiro público federal, junto com outros órgãos, investigaram
aquelas, então, a pergunta é: Tais denúncias foram provadas? Não, o Tribunal de
Contas da União junto com outras instituições de fiscalização e controle,
aprovaram as finanças do BMG, mostrando que não existiu qualquer favorecimento
ao banco, sem titubear, a acusação de desvio de dinheiro público, inclusive,
que vinculava o nome do Dirceu no caso, já foi derrubada pela Corte Suprema.
Não,
obstante muitas das acusações feitas pelo PIG são falsas, como a existência do
mensalão, como divulgado na maioria dos meios de comunicação, ademais, podemos
observar uma aversão da mídia contra pessoas e partidos que são considerados
membros da “esquerda”, um exemplo, é o descrito acima, acerca dos presidentes
do Brasil que foram perseguidos pela mídia corrupta que funciona em nosso país,
mas vale ressaltar, há exceções, nem todos os órgãos da imprensa são corruptos
e sensacionalistas.
Diante
dos argumentos apresentados, é visível que, indiretamente, há um 4º poder, o
qual é o PIG, por conseguinte, esse está viciando nossa justiça, sendo isso uma
afronta ao Estado Democrático de Direito, e parodiando os versos do escritor e
apresentador de televisão, José Eugênio Soares, mais conhecido como Jô Soares,
as pessoas estão tão acostumadas a ouvir mentiras, que quando observam críticas
como as apresentadas nesse artigo, pensam que é mentira e pensam que somos
arrogantes ao escrever sobre isso, em suma, a maioria das pessoas precisa tirar
as vendas colocadas pelo PIG, ao transmitir uma Informação de Massa, a qual é
transmitida sem um questionamento, e com isso adestrando muitas pessoas que não
têm uma boa instrução. Mas a pergunta que fica, e agora Brasil, e agora?
BALDINOTI,B.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
Ø http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_da_Imprensa_Golpista
LIGAÇÃO EXTERNA:
Ø Jeniffer Cristine Azevedo. (Estudante de História da Universidade
Federal de Juiz de Fora - UFJF).
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