Acordo Ortográfico
O
novo Acordo Ortográfico, no Brasil, passou a valer a partir do ano de 2012,
sendo esse assinado em 16 de dezembro de 1990, e no Brasil o acordo foi
aprovado pelo Decreto Legislativo nº 54, de 1995. Esse foi assinado por
diversos países que têm como idioma oficial a língua portuguesa, como por
exemplo, o próprio Brasil, Portugal, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e
Guiné-Bissau. Entretanto, esse acordo só se delimita na linguagem escrita, ou seja,
não afetará a linguagem falada.
Ele
não elimina todas as diferenças ortográficas observadas nos países que têm a
língua portuguesa como idioma oficial, contudo, acordos com esse, é um passo
fundamental em direção à pretendida unificação ortográfica desses países.
A
seguir, segue as principais mudanças feitas pela Reforma Ortográfico:
·
O alfabeto brasileiro passará a ter 26
letras, sendo que antes havia 23, e com essa reforma foram acrescidas três
letras, sendo elas: K, W e Y;
·
O trema foi eliminado em palavras portuguesas
ou que foram aportuguesadas, entretanto esse só permanece em nomes estrangeiros
e seus derivados;
As mudanças feitas para a acentuação:
·
Em palavras paroxítonas, não se acentuam os
ditongos abertos –ei e –oi;
·
Sem se acentuam os verbos Crer, Dar, Ler e
Ver conjugados na 3ª pessoa do plural,
Para uma memorização dessa regra pode-se
lembrar da palavra CRE/DE/LE/VE;
·
Não se acentua se o hiato - OO;
·
Não se acentua as palavras paroxítonas que
são homógrafas, ou seja, palavras com a mesma escrita, porém com o sentido
diferente, salvo para o verbo PODER, para diferenciar o passado e o presente,
quando a sua conjugação estiver na 3ª pessoa do singular ,para diferenciar o
verbo pôr e a preposição por e as palavras forma e fôrma;
·
Não se acentua o –i e o –u tônico das
palavras paroxítonas precedidas de ditongo;
·
Nas formas verbais que têm o acento tônico na
raiz, com ‘u’ tônico precedido de ‘g’ ou ‘q’ e seguido de ‘e’ ou ‘i’. Com isso,
algumas poucas formas de verbos, como averigúe (averiguar), apazigúe
(apaziguar) e argúem (arg(ü/u)ir), passam a ser grafadas averigue, apazigue,
arguem
As mudanças feitas para o uso do hífen:
Não se usará mais:
·
Quando o segundo elemento começa com s
ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em ‘antirreligioso’, ‘antissemita’,
‘contrarregra’, ‘infrassom’.
Exceção: será mantido o hífen quando
os prefixos terminam com
r -ou seja, ‘hiper-’, ‘inter-’ e ‘super-’- como em ‘hiper-requintado’,
‘inter-resistente’ e ‘super-revista’
·
Quando o prefixo termina em vogal e o
segundo elemento começa com uma vogal diferente. Exemplos: ‘extraescolar’,
‘aeroespacial’, ‘autoestrada’
·
Não
se usa o hífen se o prefixo terminar com letra diferente daquela com que se
inicia a outra palavra. Exemplos: autoescola, antiaéreo, intermunicipal,
supersônico, superinteressante, agroindustrial, aeroespacial, semicírculo
*
Se o prefixo terminar por vogal e a
outra palavra começar por r ou s, dobram-se essas letras. Exemplos: minissaia,
antirracismo, ultrassom, semirreta
Casos particulares
·
Com
os prefixos sub e sob, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r.
Exemplos:
·
sub-região
·
sub-reitor
·
sub-regional
·
sob-roda
·
Com
os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e
vogal. Exemplos:
·
circum-murado
·
circum-navegação
·
pan-americano
·
Usa-se o hífen com os prefixos ex, sem,
além, aquém, recém, pós, pré, pró, vice. Exemplos:
·
além-mar
·
além-túmulo
·
aquém-mar
·
ex-aluno
·
ex-diretor
·
ex-hospedeiro
·
ex-prefeito
Utilização do Hífen:
·
Emprega-se
o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com a
mesma vogal. Exemplo: Micro-ônibus e anti-ibérico;
·
O
uso do hífen permanece quando o segundo elemento começa com a letra H;
Para
a memorização da regra do hífen, basta se lembrar da seguinte frase: “Os
opostos se atraem”, exemplo para justificar essa, autopeça, extraescolar.
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