terça-feira, 5 de junho de 2012


Acordo Ortográfico


O novo Acordo Ortográfico, no Brasil, passou a valer a partir do ano de 2012, sendo esse assinado em 16 de dezembro de 1990, e no Brasil o acordo foi aprovado pelo Decreto Legislativo nº 54, de 1995. Esse foi assinado por diversos países que têm como idioma oficial a língua portuguesa, como por exemplo, o próprio Brasil, Portugal, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Guiné-Bissau. Entretanto, esse acordo só se delimita na linguagem escrita, ou seja, não afetará a linguagem falada.
Ele não elimina todas as diferenças ortográficas observadas nos países que têm a língua portuguesa como idioma oficial, contudo, acordos com esse, é um passo fundamental em direção à pretendida unificação ortográfica desses países.
A seguir, segue as principais mudanças feitas pela Reforma Ortográfico:
·        O alfabeto brasileiro passará a ter 26 letras, sendo que antes havia 23, e com essa reforma foram acrescidas três letras, sendo elas: K, W e Y;

·        O trema foi eliminado em palavras portuguesas ou que foram aportuguesadas, entretanto esse só permanece em nomes estrangeiros e seus derivados;

As mudanças feitas para a acentuação:

·        Em palavras paroxítonas, não se acentuam os ditongos abertos –ei e –oi;

·        Sem se acentuam os verbos Crer, Dar, Ler e Ver conjugados na 3ª pessoa do plural,

Para uma memorização dessa regra pode-se lembrar da palavra CRE/DE/LE/VE;

·        Não se acentua se o hiato - OO;

·        Não se acentua as palavras paroxítonas que são homógrafas, ou seja, palavras com a mesma escrita, porém com o sentido diferente, salvo para o verbo PODER, para diferenciar o passado e o presente, quando a sua conjugação estiver na 3ª pessoa do singular ,para diferenciar o verbo pôr e a preposição por e as palavras forma e fôrma;

·        Não se acentua o –i e o –u tônico das palavras paroxítonas precedidas de ditongo;

·        Nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com ‘u’ tônico precedido de ‘g’ ou ‘q’ e seguido de ‘e’ ou ‘i’. Com isso, algumas poucas formas de verbos, como averigúe (averiguar), apazigúe (apaziguar) e argúem (arg(ü/u)ir), passam a ser grafadas averigue, apazigue, arguem

As mudanças feitas para o uso do hífen:
Não se usará mais:
·        Quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em ‘antirreligioso’, ‘antissemita’, ‘contrarregra’, ‘infrassom’.
Exceção: será mantido o hífen quando os prefixos terminam com r -ou seja, ‘hiper-’, ‘inter-’ e ‘super-’- como em ‘hiper-requintado’, ‘inter-resistente’ e ‘super-revista’
·            Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. Exemplos: ‘extraescolar’, ‘aeroespacial’, ‘autoestrada’

·        Não se usa o hífen se o prefixo terminar com letra diferente daquela com que se inicia a outra palavra. Exemplos: autoescola, antiaéreo, intermunicipal, supersônico, superinteressante, agroindustrial, aeroespacial, semicírculo


* Se o prefixo terminar por vogal e a outra palavra começar por r ou s, dobram-se essas letras. Exemplos: minissaia, antirracismo, ultrassom, semirreta

Casos particulares

·        Com os prefixos sub e sob, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r. Exemplos:
·        sub-região
·        sub-reitor
·        sub-regional
·        sob-roda
·         
Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal. Exemplos:
·        circum-murado
·        circum-navegação
·        pan-americano
·         
 Usa-se o hífen com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, vice. Exemplos:
·        além-mar
·        além-túmulo
·        aquém-mar
·        ex-aluno
·        ex-diretor
·        ex-hospedeiro
·        ex-prefeito
Utilização do Hífen:
·        Emprega-se o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com a mesma vogal. Exemplo: Micro-ônibus e anti-ibérico;

·        O uso do hífen permanece quando o segundo elemento começa com a letra H;

Para a memorização da regra do hífen, basta se lembrar da seguinte frase: “Os opostos se atraem”, exemplo para justificar essa, autopeça, extraescolar.

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